A Amazon Leo alcançou um novo marco na implantação de sua constelação de satélites de baixa órbita (LEO). Após o lançamento de 29 novos satélites a bordo de um foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), a empresa passou a contar com 396 satélites em órbita, consolidando a terceira maior constelação do mundo.
A missão também marcou o encerramento das operações do Atlas V no projeto. A partir dos próximos lançamentos, a Amazon utilizará o foguete Vulcan, desenvolvido pela ULA, que oferece maior capacidade de carga e deve acelerar a expansão da constelação.
Os satélites foram inicialmente posicionados a cerca de 465 quilômetros de altitude e, posteriormente, elevados para sua órbita operacional de 630 quilômetros, onde passarão pelos testes finais antes de entrarem em operação.

Início da operação comercial está próximo
Com quase 400 satélites em órbita, a Amazon Leo afirma estar preparada para iniciar sua operação comercial. Segundo Melissa Wuerl, diretora de sistemas de lançamento da empresa, o objetivo agora é aumentar a frequência das missões para expandir rapidamente a cobertura da rede.
"Temos um caminho claro para aumentar a cadência de lançamentos e implantações, o que nos ajudará a expandir rapidamente a cobertura da rede após o lançamento inicial do serviço ainda este ano."
O vice-presidente de Negócios e Produtos da Amazon Leo, Chris Weber, também afirmou que a quantidade atual de satélites já é suficiente para sustentar o lançamento comercial do serviço. De acordo com o executivo, as próximas missões terão como foco ampliar a cobertura e a capacidade da constelação, em vez de viabilizar o início das operações.
Meta para 2029 continua mantida
O avanço da constelação ocorre enquanto a empresa busca cumprir o cronograma estabelecido pela Federal Communications Commission (FCC). Recentemente, o órgão regulador dos Estados Unidos flexibilizou a meta intermediária de implantação da rede, permitindo que a Amazon mantenha o desenvolvimento da constelação sem alterar o prazo final de julho de 2029, previsto para a conclusão da primeira geração de satélites.
A mudança ocorreu após a empresa reconhecer que não conseguiria atingir a meta inicial. Entre os fatores que contribuíram para o atraso está o acidente com um foguete New Glenn, da Blue Origin, que sofreu uma explosão durante testes realizados em maio, causando danos à infraestrutura de lançamento na Flórida.
Desde então, a Amazon vem intensificando suas missões em parceria com empresas como a United Launch Alliance (ULA) e a Arianespace, buscando acelerar a expansão da rede e aproximar o início da oferta comercial de internet via satélite.
